Anna

 Resenha – Anna

por: Marina Rodrigues

anna

Sinopse: Desde o seu nascimento, Anna esteve cercada de tristeza, porém, com a inocência de uma criança que ainda está descobrindo o mundo, nunca se dera conta disso. Com a morte de seu pai, o único familiar vivo que conhecia, Anna vai morar com seu tio, um professor frio e pouco atencioso. Uma série de fatos se desenrola e quando ambos finalmente se entendem, ela é levada por criminosos. Seu tio então envolve-se em uma dramática caçada pelas perigosas ruas de Moscou até encontrar Anna, sua única família, para então viverem juntos novamente.

Número de páginas: 96

Onde encontrar: Editora Planeta Azul

Anna foi, felizmente, uma incógnita a desvendar. Confesso que não ter lido a sinopse antes de começar a leitura foi uma das decisões literárias mais inteligentes que tive esse ano, pois a tensão a cada página aumentava a cada palavra que eu devorava. E o não saber o que se desenrolaria naquele suspense tão devastador foi a sensação mais gostosa que o autor pôde causar numa leitora tão exigente quanto eu.

Sabia que estava embarcando em um lugar cruel, uma viagem só de ida, que todos fazem e terminam em seu devido tempo, com um destino que ninguém conhece.

Poucas coisas me incomodaram nesse livro, que mais parece um conto de tão curtinho, deixando aquele gosto de “quero mais”. Um ponto que me deixou bastante confusa e inquieta foi as frases em outra língua que são aleatoriamente postas nos diálogos ou pensamentos de alguns personagens, a maioria é explicada depois de emitida, mas não todas as vezes, talvez por terem significados implícitos, mas vejo mais como o estilo do escritor — e a única coisa que isso atrapalha na história é na curiosidade que deixa no leitor e diria até que na estética do livro. Ademais, outro ponto foi a rapidez com que tudo é desenvolvido, a história me prendeu tanto, que senti falta de mais algumas páginas que me fizessem apegar aos personagens definitivamente e que fizessem o desenrolar das ações serem mais profundas e narradas com mais vigor. Mas ouso dizer que essas críticas são de cunho pessoal e nada atrapalha no livro.

A história se passa na Rússia, primeiramente na cidade de Moscou, Anna vive com seu pai, um policial, seu super-herói, sua mãe morreu muito cedo e a menina já nasce cercada pela dor. De repente, ainda muito nova, se vê cercada pelas sombras da realidade, que batem a sua porta em meio a inocência e às primeiras descobertas de uma pré-adolescente forçada a amadurecer muito rápido pelas circunstâncias da vida. Com a morte de seu pai, para não ir a um orfanato, vai morar com sua única família, Ivan, um tio frio e inescrupuloso. Assim, quando finalmente as coisas pareciam começar a dar certo para ela, é sequestrada por criminosos, em um pano de fundo construído ao longo da história, Ivan então tem que decidir como agir e se finalmente vai conseguir viver com sua sobrinha, que ele nunca havia conhecido antes da morte de seu irmão e por quem começara a criar um afeto inexplicável.

A ambientação fria da Rússia dá um clima necessário a história, um ambiente pesado e diferente do calor tropical das terras tupiniquins a que estamos acostumados.

Anna, a menina das bolhas de sabão, é uma das personagens mais novas e maduras que já tive o prazer de conhecer, sua força é inabalável e sua personalidade é gentil e singela, fiquei encantada nas primeiras páginas. A inocência com que é narrada sua história me tocou de uma forma absurda, ouso dizer que, na situação dela, do alto dos meus já vinte anos de idade, agiria de forma completamente contrária e extremamente mimada, Anna me foi uma lição de vida.

Agitou o fazedor de bolhas, e soprou ainda mais forte, e um pequeno sorriso se desenhou em seu rosto.

Ivan, seu tio, também foi um personagem que me conquistou de uma maneira bem estranha, assim por se dizer. Ele é um anti-herói e possui as qualidades mais inesperadas para um personagem tão essencial na história, mas foi isso que tornou a experiência de ler tão interessante. Desvendar o que se passava na vida deste homem foi um dos pontos principais do suspense e a chave para entender o que acontecia o tempo inteiro.

Anna já estava olhando para ele, era a primeira vez que seus dois rostos se cruzavam, e Anna sorriu, apesar de tudo, ela sorriu.

Com 96 páginas, a leitura é bem rápida e te prende, não deixando você terminá-lo em menos do que algumas horas. Indico o livro para quem gosta de ação, com pitadas de suspense e desenvolvimento psicológico, uma delicia de ler, descobrir e se aventurar junto, impossível não se apaixonar por Anna.

Essa é a primeira resenha em parceria com a Editora Planeta Azul, damos as boas vindas deles ao Blog com V, com toda a responsabilidade e sinceridade postas na análise do livro.

MARI

 

Gosta de escrever na terceira pessoa, comer brigadeiro de colher e ler creepypasta de noite. Aprecia boa música, é uma cinéfila irremediável, leitora compulsiva e fã número um de uma boa xícara de café. Ariana, 21 anos, estudante de Medicina e não adepta de rótulos.

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45 comentários em “Anna

  1. Oi oi
    Quando vi a capa, não me prendi muito a ela ( eu e essa minha triste mania de julgar o livro pela capa), aí fui ler a crítica de vocês e me apaixonei! Eu quero muito ler esse livro.
    É o que da julgar antes de conhecer, né? Só me faz querer ler mais livros com capas que não gosto. Ótima resenha e sucesso na parceria ❤
    Xero

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    1. Oi! Sim, a capa também não nos surpreendeu muito, mas como não temos esse costume de julgar o livro pela capa, aceitamos o desafio e percebemos que nos basta que o roteiro seja surpreendente! Recomendamos muito que você leia e mude essa perspectiva! Obrigada!

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  2. Já quero ler esse livro com certeza certeza,além de ser fininho ,tem uma sinopse maravilhosa. Livros com essa temática é sempre bom não ler as sinopses mesmo,pois qualquer coisinha pode ser spoiler.Valeu pela dica,já vou colocar no Kindle.

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  3. Ai meu Deus quero muito ler esse livro 👏👏 apesar de preferir livros maiores, pela resenha esse parece ser maravilhoso, já to encantada com a Anna. Vou procurar ele pra ler 😊 parabéns pela resenha. Beijos, Carol.
    Book by book.

    Curtido por 1 pessoa

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