Alma gêmea

Resenha Alma Gêmea
por Caroline Moreira
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Sinopse: Lá, no meio da Floresta Amazônica, há uma tribo legendária – A Tribo Curupira. Joaquim acaba se deparando com um membro dessa tribo, em uma de suas expedições. Ele machuca seu pé, acaba sendo acolhido e se depara com o a planta sagrada capaz de transportar algo pelo tempo e espaço. Após muito esforço, convence o pajé a lhe dar uma amostra dessa planta. O pajé o alerta sobre o risco. Joaquim, aceita a responsabilidade. Com o tempo, Joaquim descobre o verdadeiro sentido das palavras desse sábio Pajé. Letícia encontra uma erva com cheiro de canela no seu Consultório de Psicologia. Decide tomá-la. Cai no sono. Então acorda em um corpo diferente em 1906. Ela não sabe como veio parar nesse corpo, nem tampouco entende como veio parar na França, testemunhando o voo de consagração de Santos Dumont. Mas as circunstâncias a leva até Joaquim; o homem de seus sonhos. É uma bela história sobre o poder do encontro entre duas almas gêmeas, que vivem em épocas diferentes, que rompem a barreira do improvável para perceber que o sentimento que os une jamais pode ser quebrado. Venha explorar os segredos e mistérios do Alma Gêmea.

Com uma mistura entre a cultura francesa e a lusitana, Ana Ferrarezzi constrói um romance que desconsidera o tempo e o espaço, além de trabalhar com uma entidade presente no folclore brasileiro. Em um misto de mistérios a serem desvendados e um amor que enfrenta todos os tipos de obstáculos, o leitor se vê diante de uma narrativa envolvente, e sobretudo, apaixonante.

De uma forma leve e simples, somos transportados para 1906 no território da Floresta Amazônica em que um dos protagonistas, Joaquim, está em busca de plantas desconhecidas embora, na verdade, seja um engenheiro. Diante de uma planta que gostaria de estudar, ele não simplesmente arrancava uma amostra: ele se apresentava para ela. Ao notar que ela não estava saudável, constatou que era por ausência de luz, e tentou ser útil a ela. Porém, acaba se envolvendo em um acidente e se depara com um membro da Tribo Curupira.

Já em 2015, temos Letícia que trabalha como psicóloga e tem uma relação conturbada com o seu até então marido, Glauber. E, de alguma forma, Joaquim e Letícia possuem uma conexão, e isso se torna evidente assim que uma erva desconhecida cruza o destino dos dois. O pajé da Tribo Curupira afirmou a Joaquim, durante o período em que lhe ofereceram cuidados, os efeitos e o poder de tal erva, mas também o alertou do perigo. Afinal, o transporte de tempo e espaço carrega consequências, assim como pode ser alvo de pessoas ambiciosas ou que queiram usar isso a seu favor.

Em 279 páginas repletas de aventura e ação, além de muito mistério, somos atraídos para o mundo criado pela autora, e também pelos seus personagens. Com a menção de Santos Dumont e momentos históricos, a narrativa consegue nos arrastar para uma viagem de volta no tempo e fornecer credibilidade ao enredo através de dados e datas relevantes.

Apesar de ter gostado muito da obra, os erros de revisão são numerosos e quando digo isso não estou exagerando: havia em cada capítulo no mínimo algo em torno de dez ou quinze erros. Seja por falta de espaço entre as palavras, pequenos erros de grafia e algumas frases sem pontuação, isso, com certeza, enfraquece Alma Gêmea por atrapalhar o desenrolar da leitura. Prossegui por estar apaixonada pela autora, e ainda assim, esses erros me perseguiram do início ao fim da história. Então, caso você seja virginiano ou tenha problemas com isso, não recomendaria a leitura. Aliás, espero muito que haja outra revisão e o livro possa ser melhorado.

Abordando a questão estética, a capa mesmo que pareça muito acizentada ou terrosa, carrega esse aspecto mais antigo e envelhecido com a imagem de um casal: o que a torna totalmente adequada com o conteúdo apresentado e o desenho possui traços que me agradaram e detalhes incríveis. A capa não é muito mole mas também não chega a ser um livro de capa dura, ou seja, é ótimo para se ter na estante.

Em um contexto geral, aconselho o romance porque considero a escrita da Ana Ferrarezzi maravilhosa e logo que percorri as primeiras páginas, me encantei tanto por suas ideias quanto pela forma como as desenvolve. Por outro lado, há o problema com a revisão e isso influencia muito na decisão de comprar um livro, contudo, se posso afirmar algo sobre a obra definitivamente é: surpreendente, embora possa parecer que você sabe o que aconteceu ou irá acontecer. Nutri um carinho muito grande por Letícia mesmo que ela me aborrecesse algumas vezes, pois em tantas outras, ela se demonstrou uma protagonista forte para soltar as amarras de um casamento fracassado e enfrentar toda a loucura de um novo amor nada convencional.

Finalizarei com a frase da autora Tammy Luciano, “Eu posso garantir: no final, o que foi sonho foi sonho e o que foi real é pura realidade. Sonho e realidade terão certeza: não viverão um sem o outro. Boa viagem!” E vocês, leriam Alma Gêmea? 😉

carol eu

 

Dona de 18 primaveras. Feminista. Estudante de Pedagogia. Amante de MPB, animes, k-pop, doramas e uma boa xícara de café. Não vive sem livros, filmes ou maquiagem. É apaixonada por Fred Elboni e quer proteger todos os animais do mundo 🌸

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63 comentários em “Alma gêmea

  1. Menina, fiquei incomodada com a quantidade de erros no livro, isso porque nem li, mas nossa… Do jeito que você falou, parece que não teve revisão nenhuma, isso é bem ruim :/
    Eu adorei a capa, mas confesso que a história não chamou muito a minha atenção, não sei lidar muito bem esse lance de viagem no tempo hahaha. Beijos!!

    ourbravenewblog.weebly.com

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  2. Olá, tudo bem?
    Parabéns pela resenha!!
    Sobre o livro, achei bem diferente de tudo que eu já li, não me importo muito com os erros. Gostei bastante do livro pelo o que eu li em sua resenha, com toda certeza daria uma chance a ele e adorei a capa dele também!!
    Beijos,
    teattimee.blogspot.com.br

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  3. Essa sinopse é tão maravilhosa.Já amei e quero ler esse livro por vários motivos:
    1-Tem fantasia e viagem no tempo.
    2-É brasileiro e se passa no Brasil.
    3- se passa na Floresta Amazônica e tem coisas sobre os Curupiras.
    Quero pra hoje.Muito obrigado pela indicação.

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