Poesia estradeira

Resenha  – Poesia estradeira

por: Marina Rodrigues

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Sinopse: Poesia Estradeira reúne poesias referentes a lugares que marcam o autor de alguma forma, como Brasília, São Tomé das Letras (MG), São João Marcos (RJ), Memorial Isla Negra (Valparaízo, Chile) e Torre de Belém (Lisboa, Portugal). A obra também possui fotografias em preto em branco, também do autor. 

Número de páginas: 96
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Poesia é uma coisa muito subjetiva de se avaliar e depende, basicamente, do gosto e da linha de pensamento e influência literária de cada pessoa. Porém, desafio você a não gostar e a não embarcar nas viagens que essa poesia estradeira nos proporciona!

O livro é curtinho, apenas 96 páginas, por ser dividido entre fotos e poesias, a leitura é bem rápida, creio que você possa ler e apreciar tudo devidamente em apenas 30 minutos. Não há tantas rimas, os versos são brancos, quase não pude enxergar padrão, seguimento ou alguma escola literária específica, o que identifiquei foi a catarse do autor e os sentimentos derramados no momento, quase como que “fotografar versos” — eternizá-lo.

O escritor, Glauber Vieira Ferreira, nascido em Minas Gerais e residente em Brasília, já é iniciado no mundo das palavras. Ele participou de 20 antologias literárias — entre elas uma Argentina e uma Alemã — e venceu o VII prêmio Barueri de literatura. Além disso, foi selecionado nos concursos Poesia nos Ônibus e Pão e Poesia. Mosaicos foi o seu primeiro livro publicado. Visto isso, consegui perceber claramente a sua maturidade literária.

Eu sempre fui apaixonada pelo mundo da fotografia, embora não tenha desenvolvido um talento na área, o livro me lembrou uma de minhas frases preferidas “Nem todo poeta é fotógrafo, mas todo fotógrafo é poeta”. Assim, as páginas de Poesia Estradeira são de um talento poético estarrecedor, que mescla duas singelas formas artísticas de sentir o mundo. As fotos complementam os textos e são dos lugares em que Glauber passou e descobriu um pouco de si.

Como já explícita o título e a capa da obra, as páginas tratam de poemas para cada lugar, como uma viagem. Por muitas vezes, não são cidades tão conhecidas ou grandes capitais, mas isso faz das palavras algo ainda mais especial, poder nos fazer conhecer, viajar e nos conectar com seja lá qual energia emane daquele ambiente ao qual Glauber nos leva.

Os meus preferidos foram os poemas da introdução, “Amazônia”, “Cidadão na guerra”, “Do sagrado”, “São Thomé das Letras” e “Marte?”, embora ainda possa citar muitos outros.

Por fim, recomendo o livro a todos os públicos, essa é uma viagem necessária, uma introspecção, uma conversa contigo mesmo. Termino com um desafio:

Faça essa experiência

Quando estiver às margens de uma estrada deserta, pare no acostamento

Sinta o vento

o balançar das árvores ou das plantações

a sensação de fim do mundo

E me diga

se não consegue escutar

o coração

da terra.

— Poesia Estradeira, página 13.

MARI

 

Gosta de escrever na terceira pessoa, comer brigadeiro de colher e ler creepypasta de noite. Aprecia boa música, é uma cinéfila irremediável, leitora compulsiva e fã número um de uma boa xícara de café. Ariana, 21 anos, estudante de Medicina e não adepta de rótulos.

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37 comentários em “Poesia estradeira

  1. Só li livro de poesia uma vez de um autor parceiro, e também achei super legal. Esse também parece ser muito bom, confio nas recomendações de vocês. Como sempre as resenhas são muito boas.

    Curtido por 1 pessoa

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