365 Noites em Paris

Resenha – 365 Noites em Paris

por: Caroline Moreira

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Sinopse: Charlotte é uma jovem cozinheira que vive em Paris. Por dez anos trabalhou e aprendeu tudo na cozinha do modesto restaurante de seu avô paterno, que por problemas financeiros foi fechado. Precisando de dinheiro consegue um trabalho de garçonete no Le Procope, um dos restaurantes mais antigos e nobres da Cidade Luz, lugar onde conhece Benjamin Hastings, um homem culto e despreocupado com a vida. Ben se sente a cada vez mais apaixonado pela jovem, enquanto ela está sempre procurando desculpas para não aceitar o convite de um passeio à margem do Rio Sena. Em um dia, ela aceita o convite do charmoso homem e então se vê dentro de uma nova atmosfera amorosa e descobre que o seu admirador é também um amante da gastronomia. Alguém com quem poderia contar para realizar o sonho de reaver o restaurante de seu avô e se tornar uma grande chef. 

Número de páginas: 150
Onde encontrar? Amazon
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A obra me despertou um misto de sensações durante a leitura, dentre eles, ressalto um certo receio nas primeiras páginas lidas e, ao término, uma nostalgia agradável, como se tivesse saudades de uma época em que não vivi. O clima parisiense paira com uma naturalidade tamanha, pois, além da escrita fluída, a narrativa é rica em detalhes, mas não de forma excessiva. A construção de cenas e diálogos foi um dos pontos-chave para agregar qualidade e veracidade ao livro, pois é possível visualizar com precisão o que nos é revelado, bem como nos sentir na Cidade da Luz.
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Já sobre a premissa, a meu ver, o início traz aquela pitada de clichê, porém, isso configura somente a entrada. O prato principal assume um caráter ainda previsível, contudo, ao invés de nos repelir e nos dar uma sensação ruim a respeito, consegue ser cativante. Creio que seja uma leitura leve, nada muito turbulento, que pode causar alguma ressaca literária, sendo assim, uma leitura agradável para um fim de tarde ou alguma viagem que queira realizar.
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Trata-se de um romance entre dois amantes da gastronomia mesmo que eles estejam mais concentrados em discutir sobre literatura e pontos turísticos. Não se menciona diretamente a idade deles, mas a autora nos dá uma dica que é em torno dos “enta”, o que me deixou bem feliz, pois não encontro tantos romances sob a perspectiva de pessoas mais maduras. Ambos são agradáveis, identifiquei-me com eles: cultos e com um humor sutil, trazem emoção a história sem tirar-lhe boas citações e relatos interessantes sobre Paris na década de 20.
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O envolvimento deles, no começo, me pareceu pouco palpável e irreal, chegando a me incomodar um pouco. Entretanto, com o passar dos capítulos e passeios realizados entre os dois, senti que os sentimentos de ambos tiveram o tempo necessário para se manifestarem. Até porque os dois confiam em relacionamentos à moda antiga, o que sugere que eles se conhecem sem pressa, ainda que ansiosos. O que fez com que “amor à primeira vista” se encaixasse com eles de um modo não convencional. Apesar do interesse repentino, há o desenvolvimento dos sentimentos de forma gradual e não forçada.
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Mencionando desde Frank Sinatra até Hemingway, acompanha frases e trechos de música no início de cada capítulo, podendo surgir também nos diálogos. Desesperançosa com o amor e com o desejo de reerguer o estabelecimento do seu avô, Charlotte enfrenta os seus sentimentos e medos quando se depara com Benjamin, um chef que viajou para presenciar a convenção gastronômica. Com uma lista de encontros mal-sucedidos, ele não esperava que, finalmente, algum pudesse vingar.
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É um romance desastrado e regado a vinho, em que Miriã Veloso trabalha o laço familiar, a amizade e de como nunca é tarde para deixar-se surpreender pelo que o destino lhe reserva. Também nos dá lições importantes, um tanto repetidas, entretanto, ainda assim ignoradas: de que devemos viver como gostaríamos, sem receio ou preocupação, algo no estilo carpe diem. Ela ainda cita O fabulo destino de Amélie Poulain, dentre outros, o que me faz acreditar no bom gosto e também no trabalho árduo que ela teve para escrever sobre um outro país, é perceptível o interessante e o conhecimento dela sobre a capital da França.
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Alguns consideram filmes franceses monótonos, embora eu goste muito de como eles são retratados. Se pudesse, realmente lhes compararia a narrativa de 365 noites em Paris, confesso que me passou um filme na cabeça — com as fotografias impecáveis e as atuações brilhantes. Então, para mim, ele possui características semelhantes, claro, isso não passa de uma analogia para que consiga analisar se a leitura é indicada para você.
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E então, você quer acompanhar esse romance pelas ruas parisienses?
carol-bio

 

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