Na Frequência do Amor

Resenha – Na Frequência do Amor

por: Caroline Moreira

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Sinopse: O ano é 1985. Miguel dos anjos, um garoto de 16 anos, é um jovem tímido e, segundo ele, sem atrativo nenhum para conquistar uma garota. Logo no primeiro dia de aula, acaba tendo um encontro um tanto atrapalhando com Giovanna Maia, uma jovem da sua idade. Infelizmente, os dois adolescentes acabam passando por uma situação com o bad boy da turma, filho de um perigoso traficante, que acaba resultando na expulsão deste e pondo em risco as suas vidas. Miguel e Giovanna descobrem juntos que de uma forte amizade pode surgir o mais puro dos sentimentos, o amor. Porém, Miguel tem que lidar com o fato de que o amor que sente por Giovanna é tão forte que, só de pensar ou estar perto da sua amada, ele é, literalmente, capaz de voar. Após essa descoberta, Miguel tem que lidar com diversos obstáculos, além de suas próprias inseguranças, a fim de conseguir conquistar o amor de sua vida. O final do livro se passa 50 anos após estes eventos, com um desfecho surpreendente e emocionante. 

Número de páginas: 204
Onde encontrar? Na Frequência do Amor
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Criador de um romance leve com uma pitada de fantasia, o autor consegue cativar o leitor ainda nas primeiras páginas por possuir uma linguagem acessível e sem empecilhos e abordar temáticas além do aspecto romântico, permitindo que a trama não gire em torno do casal e não se reduza a ele.
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A história aborda o primeiro – e por definição do escritor, o único amor verdadeiro – de Miguel, mas essa é apenas uma das novas experiências que ele vivencia. Ao conhecer Giovanna e estreitar um laço de amizade e, posteriormente, uma relação amorosa, ele percebe ser capaz de literalmente flutuar! Apesar de tudo ser descrito da forma mais romântica possível, tive dificuldades em realmente apreciar o livro, pois essa característica trouxe um desenvolvimento pueril, mas por ser uma literatura infanto-juvenil acredito que para o público-alvo seria uma obra agradável.
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Os personagens foram pouco trabalhados, tanto os secundários quanto os primários, sabe-se o mínimo de quase todos, a não ser pelas descrições feitas no início de uma forma que pode ser considerada até padronizada, por citar o nome e simplesmente discorrer sobre o indivíduo. Contudo, não consegui notar e captar mais informações sobre eles além do que já havia sido informado, e senti como se não soubesse o suficiente, faltava uma demonstração de quem eles eram através dos atos e falas. Pode sim se ter uma noção básica, entretanto, não o bastante para sentir empatia e realmente se envolver na obra, como geralmente ocorre na presença de personagens densos.
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Por outro lado, a linguagem usada, como já foi mencionado, por não apresentar dificuldades ao leitor é um ponto positivo, sendo que li em pouquíssimo tempo e mesmo não sendo uma literatura a qual tenha amado, consegui avançar a leitura sem sentir cansaço. Os parágrafos são curtos e há capítulos em que lembranças são evocadas, o ano em que se passa a obra é 1985 e relata o grande amor vivido por ambos até completarem 50 anos de namoro. Embora o modo de intercalar entre memórias e o passado, resgatando um sentimento tão puro perdido no tempo, funcionou para manter a curiosidade, creio que poderia ter sido mais bem executado com o auxílio de detalhes.
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Tráfico e mal de Alzheimer também ocupa um espaço na obra, de forma um tanto superficial, no entanto, satisfatória e interessante visto que os pontos se encaixam para o propósito da história, então, neste aspecto, Joe conseguiu um bom resultado. Mesmo que algumas pontas soltas ou assuntos mal explicados possam lhe gerar demérito, penso que ainda não foi um problema grave a ponto de prejudicar o livro.
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Confesso que em muitas partes fui desapontada por esperar algo que o autor não foi capaz de me oferecer, pois mesmo com a ideia de um romance gradual, a relação me pareceu um pouco forçada sob o argumento de que eles seriam o amor verdadeiro um do outro, e perceberiam isso em algum momento.
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Diante de tais informações, não indico essa obra para quem prefere uma literatura mais adulta e completa, porém se o objetivo é uma leitura mais leve e despretensiosa, “Na frequência do amor” atenderá as suas expectativas. Creio que seja mais indicada para jovens ou para quem não tem problemas com leituras mais infantilizadas e fantasiosas, porque a trama carrega um romance delicado e criativo.

carol eu

Dona de 18 primaveras. Feminista. Estudante de Pedagogia. Amante de MPB, animes, k-pop, doramas e uma boa xícara de café. Não vive sem livros, filmes ou maquiagem. É apaixonada por Fred Elboni e quer proteger todos os animais do mundo 🌸

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4 comentários em “Na Frequência do Amor

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