Retratos de Uma Vida

Resenha – Retratos de Uma Vida

por: Caroline Moreira

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Sinopse:A nossa vida é feita de flashes. E fazemos uma coleção deles: bons, ruins, inesquecíveis e inesperados. E não é diferente para Jennifer, uma jovem aspirante a fotógrafa que sonhava em trabalhar para a maior revista do país. Só que alguns de seus registros não foram nada bons. A perda dos pais num acidente de carro, e a traição de um namorado com sua melhor amiga na adolescência, traumatizaram. Mas o tempo, e o irmão inseparável, deram a força que ela precisava para continuar, e em 8 anos essa fotógrafa alcançou a tão sonhada vaga na revista. Esse foi apenas o começo de uma sessão de flashes emocionantes. Jennifer Torres estava prestes a conquistar a profissão dos seus sonhos… e o coração de alguém inesperável. Um romance com os melhores momentos ilustrados, para você não perder nenhum click. 

Número de páginas: 236
Onde encontrar? Amazon
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O livro de Naty Rangel me deixou boas e más impressões, mas antes de tudo, ele me surpreendeu porque principalmente no início da leitura, parece algo suave e clichê, não retiro essa última característica, porém suave não o define. É um romance que nos mostra o amor de uma forma idealizada mas também apresenta temas complexos e difíceis de serem escritos – e também de serem lidos.
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A narrativa flui rapidamente, e embora isso pareça algo positivo, isso se deve ao fato de que a autora utiliza pontos finais para encerrar qualquer sentença e isso interfere no fluxo, tornando o ritmo bagunçado. Praticamente não existe o uso de vírgulas e raros momentos há uma descrição realmente detalhada e bem escrita, a obra possui muitos diálogos e são eles que basicamente a compõe, facilitando a leitura visto que conversações costumam serem simples e rápidas de serem lidas. No entanto, apesar de termos a sensação de que a leitura é breve e sem empecilhos, isso atrapalha o leitor que espera explicações além de somente diálogos e o envolve de uma forma superficial na história.
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A trama seguiu uma fórmula pronta sem praticamente alterar nada, talvez somando alguns padrões em romances, como a relação de chefe e funcionária e o passado misterioso que a impede de se relacionar com ele. Confesso que esse estilo não me soa muito romântico, porque ele admite estar interessado nela porque ela mostrou um comportamento diferente das outras mulheres, ou seja, não demonstrou interesse por ele, o que já me deixou receosa com o restante do enredo e como ele se desenvolveria.

O desenrolar do livro foi previsível e até mesmo monótono, por ela negar sentir algo por ele e o afastá-lo quando na verdade gostaria de deixá-lo se aproximar. Sobre a protagonista, ela não me trouxe muitos problemas, pois entendo o seu comportamento e ele é justificável, já se tratando de Victor, considero-o meio sem sal e tão artificial que parece ter saído de uma propaganda da tevê.  Além disso, pude encontrar outro padrão na obra, desta vez, totalmente negativo, pois eu não compreendo a intenção de sempre apresentar um homem repleto de qualidades e seguro de si ao mesmo tempo em que a mulher é insegura e tem baixa autoestima. Por que não podemos ter personagens femininas com personalidade e fortes? Compreendo que a Jennifer passou por uma relação abusiva e isso explica a ausência de envolvimento amoroso e a baixa autoestima, mas vejo essa repetição de padrão e não pude relacionar essas características como resultado do relacionamento, diferentemente da paranoia e distanciamento de relações, ao menos da forma como foi colocado.

A partir do final e com o clímax pude realmente me entreter com o que estava lendo e confesso que senti até mesmo certa relutância em progredir, não eram cenas tão pesadas, mas como mencionei no começo da resenha, fui pega desprevenida por uma sucessão de eventos que deram vida ao enredo. Um dos pontos positivos que percebi foi como a autora trabalhou para que soubéssemos do que ocorreu na vida de Jennifer, pois foi uma abordagem não tão comum e por ela mostrar como uma relação abusiva afeta, mas não somente isso, como o agressor pensa e age e do que é capaz de fazer. Enxerguei o auge da história como um alerta, e para mim, realmente foi uma boa sacada da Naty Rangel e conseguiu o envolvimento do leitor, pois era inevitável não se sentir vulnerável e mergulhar na leitura para chegar logo ao fim.

O desfecho não foi nada que eu já não aguardava, mas também não foi desastroso, então, acredito que foi regular. Não foi uma leitura que eu considere fantástica, e acredito que a escrita deva ser melhorada, contudo, se você gosta desse padrão em livros e não se incomoda com os pontos citados, recomendo a leitura!

carol-bio

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2 comentários sobre “Retratos de Uma Vida

  1. Ain, queria saber fazer criticas assim. Você expôs seus pontos positivos e negativos e de forma alguma ofendeu a autora e o trabalho dela. Já vi tanta resenha critica ruim que dava até pena do autor. Acho que por isso mesmo só faço resenhas de livros que eu goste muito, tenho medo de me exceder e acabar ofendendo.

    Curtido por 1 pessoa

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