Apenas uma garota comum

Resenha – Apenas uma garota comum

por: Caroline Moreira

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Sinopse:Serena é uma garota normal, que vive em uma cidade na Califórnia com sua irmã Sierra e seus pais. Como toda adolescente, frequenta a escola com sua amiga Aísha. Outro detalhe comum da idade: não é a melhor aluna em matemática. Na manhã do seu aniversário, coisas estranhas começam a acontecer com Serena, e, junto com sua amiga, ela tenta encontrar um modo de voltar ao que acredita ser normal.

Número de páginas: 136
Onde encontrar? Submarino
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Em poucas páginas, Heloísa Galindo nos apresenta uma obra de fantasia com uma temática que até agora não havia sido abordada durante as minhas leituras deste gênero: as sereias.
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A ideia-núcleo da trama se concentra na descoberta de Serena, uma adolescente de dezesseis anos que julga ser uma garota normal com seus problemas e frustrações típicas desta fase em que o ambiente escolar torna-se um lugar hostil e pouco agradável. O cenário se passa na Califórnia e a maior parte das cenas possui essa essência “teen” de filmes americanos, mostrando e repetindo certos estereótipos, como o mais conhecido deles: os grupinhos de “patricinhas” e suas fiéis seguidoras.                   barraJuntamente com sua amiga Aísha, Serena passa a notar certas mudanças desde que os seus pais viajaram com sua irmã mais nova para visitar a avó doente.  Primeiramente, ambas tiveram reações exageradas às transformações e entraram em pânico, logo o terror foi cedido pela emoção da curiosidade e empolgação, ao menos por parte de Aísha. Dentro do contexto vivenciado, Serena se mostra pessimista e se vê como uma aberração, tornando-a uma personagem cansativa em algumas situações enquanto sua melhor amiga sempre se sobressai na narrativa com o seu carisma e bom humor.

O desenrolar da história prossegue apontando gradualmente as alterações no corpo da protagonista e como ela responde a essas novidades, por isso, há a presença de um clima misterioso e uma busca por respostas para compreender o que está realmente acontecendo com ela. Afinal, as mudanças físicas não somente interferem e perturbam seu interior, mas podem chamar a atenção de seus colegas e fazer com que o bullying agrave, além disso, vários questionamentos se passavam em sua mente. Quando tudo isso passaria? Será que algum dia a sua voltaria ao normal?

Assim que iniciei a leitura, demorei a me adaptar com o estilo de escrita, contudo, conforme o enredo avança é perceptível como flui facilmente e sem algum empecilho. A linguagem é totalmente simplista e acredito ser destinada para o público infanto-juvenil por esta característica, não deixa de ser uma experiência agradável para outros públicos, no entanto, seria ideal para essa faixa etária. É uma literatura leve e que aguça a imaginação, aborda as sereias de uma forma não tão convencional e isso foi um aspecto positivo para mim.

As personagens não foram mal construídas, mas senti a falta de certa profundida em algumas delas, o que talvez encontre no segundo livro em que creio que vários assuntos serão trabalhos de forma mais elaborada, porque pude sentir ao decorrer da leitura que o primeiro livro funciona de forma introdutória sem muitas explicações e detalhes, provavelmente para nos instigar a desvendar os mistérios e enigmas na sequência. Como muitos já puderam perceber, o gênero fantástico não é um dos meus preferidos, mas admito que apreciei este momento com estes seres mitológicos.

Os capítulos são curtos e as sentenças e nem mesmo as descrições se estendem muito, acerca da grafia das palavras pude encontrar pouquíssimos erros, o que confere qualidade ao conteúdo do livro. Por ter cerca de 130 páginas, é possível ler em um bom ritmo sem necessitar de uma grande quantidade de tempo e a simplicidade com que a autora transmite as sensações e acontecimentos facilitam para que as páginas sejam folheadas rapidamente.

Confesso que esperava talvez um pouquinho mais dessa obra e por isso, despejarei as minhas expectativas no próximo livro e por isso, vou aguardar finalizar os dois para dar o veredito final e dizer se vale à pena mergulhar nessa literatura!

carol eu

 

 

Dona de 18 primaveras. Feminista. Estudante de Pedagogia. Amante de MPB, animes, k-pop, doramas e uma boa xícara de café. Não vive sem livros, filmes ou maquiagem. É apaixonada por Fred Elboni e quer proteger todos os animais do mundo 🌸

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