A montanha

Resenha – A montanha

por: Caroline Moreira

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Sinopse: Uma história emocionante de aventura, sacrifício e sobrevivência na natureza implacável de uma montanha lendária Assim que completa 18 anos, Wolf Truly pega o teleférico para o topo da montanha que se ergue sobre a cidade em que vive. Ele planeja tirar a própria vida. Em vez disso, acaba se deparando com três mulheres vagando pelas florestas, estranhas que mudarão o rumo da sua vida. Quando uma série de infortúnios deixa esse grupo preso em meio à natureza selvagem, eles logo percebem que podem contar apenas um com o outro para se defenderem da brutalidade da floresta. Conforme dias sem resgate começam a passar e sua desventura se transforma em pesadelo, essas quatro almas perdidas formam um laço inquebrável, impulsionando-se mais longe do que jamais consideraram possível. A Montanha é uma história de redenção e sacrifício; da realidade brutal da natureza; do amadurecimento a qualquer idade; e das formas singulares como forçamos uns aos outros a sobreviver.

Número de páginas: 322
Onde encontrar? A Montanha
Saraiva

O livro da canadense Lori Lansens é uma literatura que reúne romance e suspense de uma forma um tanto inusitada, trazendo uma história de sobrevivência e sacrifício que enriquece o enredo proporcionando uma leitura satisfatória.

“A Montanha” é um relato de Wolf para seu filho onde ele lhe conta a sua experiência com três estranhos na montanha por cinco dias sem a omissão de detalhe algum. O desenrolar da narrativa se dá quando conhecemos a vida do protagonista e o momento em que está vivendo: após a tragédia na montanha com seu melhor amigo, Byrd e a prisão de seu pai, Frankie, o garoto não enxerga motivos para viver. Em seu décimo oitavo aniversário e o aniversário do acidente de Byrd, com a intenção de saltar a montanha do Pico do Anjo, um lugar que para Byrd e ele pertencia a eles. No entanto, ele não poderia imaginar que sua vida cruzaria com a de três mulheres que definitivamente mudariam o seu futuro.

“Aqui está, Danny. Durante a leitura, não se esqueça do lema da sua família: haverá oscilações.”

Foi o meu primeiro contato com a escrita de Lansens, romancista e roteirista, e tive uma boa impressão e considero o seu livro um thriller psicológico regular. Ela soube conduzir o suspense e também como é se sentir em situações que fogem de seu controle, as situações em que ela lhes colocava eram realmente descritas de modo vívido e realista, por isso, senti-me agoniada certas vezes e conseguia me imaginar como o filho de Wolf tendo por fim acesso a uma história que sempre lhe fora um mistério. Os personagens por ela criados também foram intrigantes e bem constituídos, cada um possui sua originalidade, defeitos e virtudes, é quase impossível definir algum deles como apenas bom ou apenas mau.

Byrd, sem dúvidas, consegue um grande espaço ainda que possamos conhecê-lo basicamente através de memórias e dos pensamentos de Wolf, mas o seu senso de humor e a forma como encara a vida o torna admirável. Eu realmente senti muito em saber sobre o acidente, porque não foi somente injusto com ele mas acabou também alterando todo o rumo da vida de Wolf. E também podemos ver Frankie, o pai de Wolf, que carrega consigo uma tatuagem em homenagem à Glory, mãe de Wolf, que apresenta muitas características de ser alguém indigno, mas ainda assim, consigo enxergar tanta coisa nele… É como se cada personagem tivesse uma profundidade que reflete em suas atitudes e palavras, contudo nem sempre os entenderemos. É como a ponta do iceberg. O superficial. A construção de personagens foi excelente!

“Arrependimentos. Claro que pensamos em arrependimentos, mas não é o arrependimento das coisas que você fez que ocupa sua cabeça, é a melancolia pelas coisas que você jamais terá a chance de fazer.”

Para ser sincera, admito que o livro não atendeu às minhas expectativas em geral, a sinopse menciona uma história de aventura na natureza implacável e a frase presente na capa do livro é bem chamativa e instigante: “Cinco dias, quatro pessoas, uma escolha: vida ou morte”. Por causa disso, confesso que eu esperava que fosse algo mais violento e até doentio, por causa das suposições deixadas no decorrer da leitura e pelas circunstâncias em que estavam sobrevivendo. Aliás, um dos fatores que me incomodou foi o fato de que mesmo com eventos interessantes era como se faltasse algo durante a maior parte do livro e ainda no fim dessa jornada de sobrevivência eu não tive aquela surpresa, não foi como eu imaginava porém também não me deixou uma impressão realmente forte. Pareceu até fraco. Para mim, claro.

Já o desfecho da obra em si foi bastante criativa e aceitável, visto que o livro é narrado pelo protagonista, Wolf Truly, depois de alguns anos do ocorrido e direcionada ao seu filho, Daniel, que finalmente parece estar preparado para descobrir sobre a experiência de seu pai na montanha lendária. Adicionando os flashbacks da vida de Wolf com seu melhor amigo Byrd e também com seus pais, a trama então mistura o passado e o presente de uma forma natural em que as histórias se unem e cruzam para que possamos compreender como as lembranças de Wolf o afetam em vários momentos. O encerramento é digno de todo o mistério por trás da montanha, mas é uma leitura que tem seus prós e contras como praticamente qualquer outra.

Mas agora é com vocês, uma escolha: ler ou não ler?

carol eu

Dona de 18 primaveras. Feminista. Estudante de Pedagogia. Amante de MPB, animes, k-pop, doramas e uma boa xícara de café. Não vive sem livros, filmes ou maquiagem. É apaixonada por Fred Elboni e quer proteger todos os animais do mundo 🌸

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37 comentários em “A montanha

  1. Oi Carol! Primeira observação, que capa, ein? Adorei! Quanto ao livro, é uma pena que ele não atendeu às suas expectativas, mas logo que li a premissa, já estava esperando o mesmo que você hahaha. Mas acho que leria sim, porque mesmo assim fiquei interessada. Logo que você mostrou qual é a pegada do livro, acho que enfrentaria a história um pouco mais preparada. Gostei muito da resenha, beijos ❤

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  2. Achei interessante. Quando li a sinopse também achei que seria tipo aqueles filmes de sobrevivência onde um tem que “comer” o outro para sobreviver (kkkkkkkkkk acho que exagerei), mas fico aliviada em saber que não foi bem assim,
    Fiquei curiosa para saber como a vida do Wolf foi mudada, com certeza irei ler sim!
    Parabéns pela resenha!

    Curtido por 1 pessoa

  3. Ei! Tudo bem?

    Nossa, eu amo um thriller psicológico, principalmente quando os personagens são bem construído e excelentes. Pena que o livro, no geral, não atendeu as suas expectativas, entretanto, pretendo dar uma chance. Adoro um suspense com um final criativo. Espero gostar da obra 🙂

    Beijos!
    Blog | As 365 Cores do Universo

    Curtido por 1 pessoa

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